Alenquer conheceu um novo Presidente de Câmara. Jorge Riso foi a aposta do PS e saiu vencedor do acto eleitoral que o opôs a Nuno Coelho, José Catarino e José Porém.
Pela primeira vez havia real oportunidade de mudança de força política nos Paços do Concelho, mas a subida de 1200 votos da Coligação Pela Nossa Terra acabou por não ser suficiente para a mudança, conseguindo a maior votação de sempre de um partido na oposição, vencendo ainda as duas mais significativas freguesias do Concelho, Triana e Carregado.
A CDU teve uma noite negativa, perdendo a maioria na junta de Abrigada e pior que isso, perdeu grande percentagem do seu eleitorado, que no boletim para a Câmara transferiu-se (voto útil) para o candidato do PS…
José Porém regressou sem grande brilho ás lides políticas, apostando numa típica campanha á BE, deixando no ar várias suspeições, acabando por não deixar um projecto político para o concelho, o que acabou por se sentir na votação.
Não me vou adiantar com grandes conclusões, pois a minha análise foi friamente feita à dias, mas deixo no ar duas ideias, uma delas muito preocupante e que deveria ser levada muito a sério que é a questão da abstenção.
É uma vergonha que 13200 dos 33 mil eleitores tenham ficado em casa sem votar. É inconcebível e como muitas vezes defendi e continuo a defender, que não vota deveria perder o direito a voto, mais não seja pelo total desrespeito por quem tanto lutou e sofreu para que hoje se viva numa sociedade livre, enfim…
Para finalizar, desejar as maiores felicidades aos eleitos de todas as forças políticas e desejar que este seja um mandato positivo em todo o concelho, porque o interesse de Alenquer está acima de qualquer outro.